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AGENDA
FEVEREIRO
Curitiba:
01, 02 e 03 de Fevereiro Atendimentos
Rio Grande do Sul
09 de Fevereiro Atendimentos Bento Gonçalves
10 e 11 de Fevereiro Atendimentos Veranópolis
13, 14 e 15 de Fevereiro Atendimentos Caxias do Sul
São Paulo:
06, 18, 24 e 28 de Fevereiro Atendimentos Consultório - Brooklin
07, 16, 17 e 29 de Fevereiro Atendimentos Espaço Florescer – Pacaembú
19 de Fevereiro Atendimentos e Palestra “Apresentação Sintergética” (18:30) ABRATH – Campinas
24 de Fevereiro Palestra “Apresentação Sintergética” (20:00) Espaço Consciência Cósmica – R.Alberto de Oliveira, 72 – Bela Vista – 3287.7022
25 de Fevereiro Atendimentos Espaço Quânticca – Santo André
28 de Fevereiro Palestra “Apresentação Sintergética” (21:00) Espaço Soma – Rua Fidalga, 373 - Vila Madalena – 2339.6631
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A IMPORTANCIA DO FÍGADO
Na visão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) o fígado, do ponto de vista energético, está estreitamente envolvido com a vesícula biliar (postura e decisões), mas também com os olhos (sentido da visão), ombros, joelhos e tendões (flexibilidade), unhas, seios e todo o aparelho reprodutor feminino. Na MTC se diz que o fígado é o órgão mais importante para a mulher, assim como o rim o é para o homem. Praticamente todo o sistema reprodutor feminino é regido pelo fígado, responsável por alterações no ciclo menstrual, presença de cistos de ovário, miomas uterinos, corrimentos ou prurido vaginais, alterações da libido como frigidez e impotência. O fígado é responsável por manter o livre fluxo da energia total do corpo. Como o movimento do sangue segue o movimento da energia, dizemos que o fígado direciona a circulação do sangue e regula também o ciclo menstrual. Mas seu papel mais importante, é sem dúvida, sobre o equilíbrio emocional. É o livre fluir da energia do fígado que vai nos permitir responder vitoriosamente aos desafios da vida, aos estímulos emocionais e afetivos, 24 horas por dia, cada segundo de nossa vida, sem parar. Daí começa a responsabilidade e respeito que devemos ter pelo nosso fígado e sistema hepático. E, já podemos deduzir sobre o desgaste intenso ao qual este sistema é submetido no cotidiano da vida moderna. Pouco se sabe sobre sua importância e como auxiliar, ser cúmplice, do fígado nesta missão existencial: equilíbrio emocional e afetivo. Visão, flexibilidade, postura e decisões. Pelo contrário, só pela má alimentação e sedentarismo, a cultura ocidental faz de tudo para fragilizar o sistema hepático. Os maus hábitos alimentares e de vida levam ao seu desequilíbrio funcional, que leva ao desequilíbrio emocional, que desencadeia mais maus hábitos alimentares e de vida. Este desequilíbrio energético pode se manifestar de várias formas. Dependendo da sua localização: insônia, enxaqueca, hipertensão, problemas digestivos, TPM, etc. Os problemas ligados ao fígado podem ser por falta ou por excesso de energia circulante. Um bom exemplo de excesso é a raiva, mais exatamente a raiva reprimida e, num quadro de vazio energético, temos a procrastinação e o medo paralisante ou síndrome de pânico. A estagnação do fluxo de energia do fígado freqüentemente desequilibra o emocional, produzindo sentimentos de frustração e ira. Essas mesmas emoções podem levar a uma disfunção no fígado, resultando em um ciclo interminável de causa e efeito. Como todas as emoções, boas ou más, passam pelo fígado, não devemos reprimi-las infinitamente. A repressão das emoções provoca um bloqueio da energia que leva ao excesso de calor no fígado. Cabe uma distinção entre sentimento e emoção. Os sentimentos geralmente fortalecem os órgãos e servem como mecanismos de defesa para o organismo. Uma certa irritação que nos leva a reagir diante de um ataque ou quando nos sentimos lesados, é diferente da raiva que é cega e destrutiva. Os olhos são a manifestação externa do fígado. Em outras palavras, o fígado rege o sentido da visão. Assim, patologias da visão irão sinalizar alguma alteração no fígado. As mais comuns são: conjuntivites, olhos vermelhos sem processo inflamatório, coceiras, "vista" seca, visão fraca, embaçada ou borrada, terçol, pontos brilhantes que aparecem no campo visual e outros. A lágrima é a secreção interna que ajuda a aliviar o fígado. Cuidado com olhos secos. Daí vem a importância do exercício de "piscar os olhos" (sempre - não esquecer) e de não reprimir o choro, embora nem sempre seja conveniente socialmente. Mas, acredite, conter o choro faz mal à saúde. Ah! Uma forma divertida de chorar / lacrimejar é deixando o riso fluir, acontecer no seu dia-a-dia, na sua vida. As unhas são outra manifestação externa das condições do fígado, e as suas deformidades ou a presença de micose sugerem algum comprometimento do fígado ou desequilíbrio prolongado da sua energia. O fígado rege as articulações do ombro e joelhos e também os tendões de modo geral. Assim sendo, as bursites e dores nos joelhos sem causa aparente, são sinais de comprometimento da energia do fígado. As tendinites e os estiramentos freqüentes também estão neste quadro. Todo órgão está associado a uma víscera que, no caso do fígado, é a vesícula biliar. Resumidamente, a vesícula atua mantendo o equilíbrio postural. Todos os quadros de tonturas, vertigens, labirintites estão ligados a ela. Rege a articulação tempero mandibular (ATM). Todas as tensões que ficam retidas no fígado podem ser descarregadas nesta região e produzir o bruxismo, que é um quadro de ranger os dentes, que se manifesta mais freqüentemente durante o sono. Metafisicamente a vesícula biliar comanda a capacidade de tomarmos decisões assertivas. Uma vesícula desequilibrada se manifestará na forma de indecisões ou mesmo desorientações, perda de rumo. E, para resumir e partir o mais rápido para a ação de cumplicidade "de bem com o fígado": - desintoxicar-se diariamente com o aumento do consumo dos alimentos de origem vegetal, maduros, crus, idealmente orgânicos e integrais; - desintoxicar-se diariamente praticando a terapia do riso, as brincadeiras, as artes, o lazer; - praticar atividade física moderada diariamente. Vocês não têm noção de como este hábito é vital para o livre fluxo de energia do fígado; - os sabores ácido e amargo, assim como os alimentos de cor verde são os maiores aliados do fígado. Entretanto, na primavera, evite exagerar nos sabores ácidos e picantes. - evitar intoxicar-se com alimentos muito gordurosos (pela qualidade, gordura animal e óleos refinados, como pela quantidade), frituras, açúcar, café e álcool; - evitar vida sedentária e estressante, o mau humor, ilusões e grandes expectativas.
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PROGRAMA DE FORMAÇÃO: "MANOS"
MANOS I: “O espírito da síntese”
Objetivos gerais
- Desenvolver de um modo pratico o uso das mãos como um método de integração das terapias sutis.
- Aprender a utilizar as mãos como antenas de emissão e recepção de energia e informação.
- Desenvolver métodos de alinhamento que permitam utilizar eficazmente o potencial sanador de pacientes e terapeutas.
- Desenvolver métodos simples de transferência de energia e informação.
Objetivos específicos
- Aprender a alinhar as estruturas tendido-musculares das mãos e do corpo com a finalidade de criar o efeito piezelétrico adequado para a recepção e emissão da energia biológica.
- Desenvolver a sensibilidade para a detecção da energia.
- Familiarizar-se com métodos simples para restaurar as diferencias de potencial biológico com a finalidade de reequilibrar as correntes de energia no organismo.
- Desenvolver a capacidade de transferir energia entre diferentes sistemas biológicos.
Este é um modulo introdutório sobre transferência de energia e informação num marco terapêutico.
Programa
1.- O espírito da síntese
2.- As mãos numa nova cultura da saúde
O arte de sanar com as mãos: as terapias manuais, imposição das mãos (Chi kung, Reiki, Toque terapêutico, Manopuntura, Osteopatía, Fasciaterapia.
3.- A pratica
- A preparação das mãos para sanar. Exercícios de sensibilização.
- Exercícios de alinhamento. Eliminar os obstáculos e o barulho.
- Exercícios de percepção do físico até o sutil. A detecção manual dos tecidos.
- O tato: superficial, meio e profundo. O registro das sensações táteis.
- Do tato físico ao tato etérico.
- Do tato a impressão
- Emissão manual da energia – os métodos.
- A transferência manual da energia vital.
- Receber e emitir energia. Técnicas de bombeio energético. Reciprocidade.
- A imaginação e a visualização ao alcance das mãos. Efeitos sobre a recepção e emissão da energia.
- A Auragrama manual.
- Homogeneização da quantidade, qualidade e distribuição da energia.
- Sentir as direções da circulação da energia: lateral, diante - atrás, direito-esquerda.
- Reconhecimento de polaridades.
- Sentir e restaurar fluxos energéticos entre dipolos.
- Reconhecimento de mudanças de alterações nos gradientes energéticos.
- Detecção e correção de barreiras energéticas.
MANOS II: Sanação
Objetivos
- Familiarizar-se com a anatomia sutil do ser humano.
- Saber os métodos de pranização e magnetização.
- Ter a informação útil para empreender a transferência terapêutica de informação e energia.
- Reconhecer e começar a desenvolver o próprio potencial sanador.
Programa: As mãos em sanação
- A preparação do sanador
- Praticas de autosanação
- A antiga ciência da saúde total
- Os métodos para restaurar a integridade
- O símbolo humano
- O sistema energético vital
- Centros de energia
- Sanação por magnetização
- Pranização e o triangulo do prana
- Dinâmica da magnetização manual dos centros primários de energia
- Magnetização dos centros secundários
- Magnetização de pontos de comando
- Magnetização de trajetos energéticos
- As três energias: A energia da vida
- A energia do prana
- A energia ancestral
- O fio da vida: ancoramento e fortalecimento. Vitalização
- A suspeita de fugas e o fortalecimento da rede etérica. Técnicas essenciais
- A meditação como instrumento sanador
MANOS III: Medicina Manual Etérica (MME)
Objetivos
- Familiarizar-se com as correntes dos cinco elementos no corpo
- Saber executar os mudras correspondentes aos três níveis energéticos o doshas
- Aplicar os mudras e técnicas de medicina manual para a apertura da coraza caracteriológica
- Aplicar a técnica do canal central e os mudras para a regulação do sistema nervoso central e neurovegetativo
- Fazer um balance energético da coluna estática e dinâmica
Programa
- O simbolismo da mão: os cinco elementos do ayurveda
- As doshas: vatta, pitta e kapha
- Os mudras essenciais
- Posturas e magnetização para o sistema nervoso central
- Os mudras e os três níveis de energia
- Regulação energética do biocampo
- As técnicas básicas de polaridade
Praticas
- Técnicas concretas
- Anéis oculares
- Eixo fronto - occipital
- Articulação temporo – mandibular
- Articulação atloido – axoidea
- Zona suboccipital e quarto ventrículo
- Primeira costela e opérculo torácico
- Opérculo diafragmático e pélvico
- Tração do eixo central e técnicas de alinhamento
- Técnicas para a coluna vertebral. Restauração da estática corporal
MANOS IV: Reflexoterapias
Objetivos
- Ter o conhecimento para sistematizar a integração de diferentes telas reflexas ou somatotopias
- Saber atuar sobre diferentes aspectos de um mesmo órgão ou sistema em diferentes telas reflexas
- Ter critérios claros a escolha dos pontos ou zonas reflexas em função da historia clinica
Programa
- Somatotopias: seu significado e sua integração funcional
- Técnicas de integração para uma reflexoterapia de síntese: um sistema de correspondências
- As mãos nos pés. As técnicas manuais essenciais em reflexoterapia podal
- As mãos nas mãos. Aspectos técnicos da reflexoterapia manual
- O essencial na vertebroterapia espinhal. Sistemas de correspondência
- O grupo das reflexoterapias centrais com ênfase na reflexoterapia auricular
- Transferência de informação desde as telas reflexas
- Conjunção cortical da informação
- A técnica da síntese com os mudras e posturas para as diferentes somatotopias
- As técnicas analgésicas em reflexoterapia
MANOS V: Síntese e protocolos terapêuticos
Objetivos
- Integrar na pratica clinica os conhecimentos de todos os módulos para estar em capacidade de projetar-lo tanto a nível pessoal como familiar e grupal
- Contribuir na pratica a criação de uma nova cultura de saúde
Programa
- Integração dos quatro módulos
- A sanação manual na luz da alma
- As posturas, mudras e o movimento do Chi
- Integração da medicina manual etérica e reflexoterapias no contexto da sanação espiritual
- O acompanhamento ao moribundo e a ciência da restituição
- As três aprendizagens
- As mãos e a sanação a distancia
Protocolos MANOS
- Protocolo dos ares vitais
- Protocolo de síntese
- A percepção total
- Os testes fundamentais da rede etérica
- O uso das técnicas manuais na doença crônica
- Propostas para a auto-regulação da saúde
- As mãos e a integração de outros métodos
- O Reiki, Chi Kung, Jhorei, Toque terapêutico, Fasciaterapia, Pulsologia
- Protocolos de integração
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COMO AJUDAR A NOSSA MEMORIA
Uma das características de quem tem a mente afiada é a boa memória. Se esquecer as coisas, por simples que pareçam, é algo constante no seu dia-a-dia, de duas, uma: ou você é distraído ou precisa melhorar sua memória. Para a segunda opção, lembre-se das seguintes substâncias: fisitina, ômega-3, flavonóides, vitaminas do complexo B e ferro. Elas trabalham na manutenção das funções cognitivas do cérebro. Quando baixas, essas transformações na massa cinzenta aumentam as chances do famoso “branco”.
No entanto, antes de apresentar os alimentos recheados desses nutrientes, vale destacar um ponto: esquecer é normal, é fisiológico. Quem decide o que entra e fica é o próprio cérebro. Informações de pouca importância deixam de ser armazenadas para dar lugar a outras mais relevantes.
De volta à alimentação, uma pesquisa elaborada por cientistas da Universidade de Salk, nos Estados Unidos, revelou que a fisitina, encontrada na maçã, na uva, no tomate, no kiwi e na cebola, pode ser considerada fundamental para fortalecer a memória, pois ajuda na produção de novos neurônios.
Para as outras substâncias, o benefício é o mesmo. O que muda é o processo. No caso do ômega-3, abundante na sardinha, no salmão e no atum, age como um esquadrão de defesa no organismo e ainda preserva as células nervosas. Já os flavonóides, presentes na uva, são capazes de regenerar as células afetadas com o tempo. As vitaminas do complexo B – nos grãos integrais – favorecem a transmissão de informações entre os neurônios.
Para quem trabalha 24 horas por dia, seu cérebro merece mais reconhecimento. Quanto mais exercitá-lo, melhor será sua resposta para as tarefas do dia-a-dia. E não se esqueça: sua massa cinzenta se adapta ao seu estilo de vida, logo, deixá-la mais afiada só depende de você!
Substâncias encontradas em alguns alimentos para ajudar a nosso cérebro trabalhar melhor:
• Colina: presente com fartura na gema do ovo e na soja.
• Fisitina: no morango, no pêssego, na uva, no kiwi, no tomate, na maçã e na cebola.
• Ômega-3: abundante em peixes de água fria, como a sardinha, o salmão, o atum, a anchova, o arenque e a cavala.
• Flavonóides: está na ameixa, na amora, na uva, na maçã, no chocolate amargo e no brócolis.
• Vitaminas do complexo B: grãos integrais, leguminosas, leite e derivados são algumas fontes dessa substância.
• Ferro: nos vegetais verde-escuros, no feijão, no grão-de-bico, nas nozes e nas castanhas.
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ENTREVISTA COM O DR. JORGE CARVAJAL
Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.
Há emoções prejudiciais a saúde? Quais são as que mais nos perjudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temoshoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.
Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.
Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.
Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.
A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.
E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.
Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.
Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.
E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é fracassar. O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida.. Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.
Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias,ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.
O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é acender o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.
O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno e go. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.
É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.
Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência.. Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo. E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso? O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimil amos com a fraqueza, porém o amor não é fraco. Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo.Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.
Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.
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